Bulas e Medicamentos

Fluoxetina (Prozac): para que serve, dose e efeitos

A Fluoxetina, comercializada em Portugal sob diversas designações, sendo a mais conhecida o Prozac, é um dos antidepressivos mais prescritos a nível mundia…

A Fluoxetina, comercializada em Portugal sob diversas designações, sendo a mais conhecida o Prozac, é um dos antidepressivos mais prescritos a nível mundial. Pertencente à classe dos inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), a Fluoxetina atua fundamentalmente no equilíbrio de neurotransmissores cerebrais, com impacto significativo na regulação do humor, da ansiedade e de outros processos psicológicos.

Este artigo tem como objetivo fornecer uma visão detalhada sobre a Fluoxetina, abordando a sua indicação terapêutica, o mecanismo de ação, a posologia recomendada, os potenciais efeitos secundários e outras informações cruciais para um uso informado e seguro. É fundamental frisar que, como farmacêutico, a informação aqui presente baseia-se em fontes oficiais e tem um caráter meramente informativo, não substituindo, em momento algum, a avaliação e a decisão clínica por parte do seu médico ou farmacêutico.

O que é a Fluoxetina e como atua?

A Fluoxetina é uma substância farmacologicamente ativa que pertence ao grupo dos antidepressivos inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS). O seu mecanismo de ação principal reside na capacidade de aumentar a concentração de serotonina (um neurotransmissor) na fenda sináptica, a área entre os neurónios. No cérebro, a serotonina desempenha um papel crucial na regulação do humor, do sono, do apetite e da perceção da dor.

Em condições como a depressão ou a ansiedade, pensa-se que existe um desequilíbrio ou uma menor disponibilidade de serotonina. A Fluoxetina atua bloqueando seletivamente a recaptação deste neurotransmissor pelos neurónios, o que significa que mais serotonina fica disponível para estimular os recetores pós-sinápticos. Ao aumentar a disponibilidade de serotonina, a Fluoxetina ajuda a modular e a estabilizar o humor, aliviar a ansiedade e melhorar outros sintomas associados às patologias para as quais é indicada.

É importante notar que os efeitos terapêuticos da Fluoxetina não são imediatos. Geralmente, são necessárias várias semanas (2 a 4, por vezes mais) de tratamento contínuo para que se observe uma melhoria significativa dos sintomas, uma vez que o cérebro necessita de tempo para se adaptar a estas alterações químicas. Pode mesmo ocorrer uma pioria inicial da ansiedade em alguns doentes.

Para que serve a Fluoxetina?

A Fluoxetina é um medicamento com um espectro de ação bastante abrangente, sendo aprovada para o tratamento de diversas condições psiquiátricas em adultos e, em alguns casos, em crianças e adolescentes. As principais indicações terapêuticas da Fluoxetina, conforme a bula do medicamento, incluem:

Em adultos:

  • Episódios depressivos major: É uma das indicações mais comuns. A Fluoxetina ajuda a aliviar os sintomas da depressão, como tristeza persistente, perda de interesse, alterações do sono e do apetite, fadiga e sentimentos de inutilidade.
  • Perturbação obsessivo-compulsiva (POC): A Fluoxetina é eficaz na redução da frequência e intensidade dos pensamentos obsessivos e dos comportamentos compulsivos que caracterizam a POC.
  • Bulimia nervosa: Neste contexto, a Fluoxetina é utilizada em conjunto com a psicoterapia para reduzir a frequência das crises de compulsão alimentar e dos comportamentos purgativos. Para saber mais sobre outras opções terapêuticas para a bulimia nervosa, consulte o nosso artigo sobre psicoterapia: principais abordagens e quando procurar ajuda.

Em crianças e adolescentes (com idade igual ou superior a 8 anos):

  • Episódios depressivos major de intensidade moderada a grave: Geralmente, a Fluoxetina é considerada apenas após 4 a 6 sessões de psicoterapia sem sucesso, e deve ser sempre administrada em combinação com esta. A terapêutica deve ser iniciada e acompanhada por um especialista.

É crucial que o diagnóstico e a decisão de iniciar o tratamento com Fluoxetina sejam sempre feitos por um médico, que avaliará a adequação do medicamento ao quadro clínico do paciente e considerará outras opções terapêuticas.

Posologia e modo de administração

A dose de Fluoxetina é individualizada pelo médico, de acordo com a condição a tratar e a resposta do paciente. É fundamental seguir rigorosamente as instruções do médico e as informações presentes na bula do medicamento.

Dose inicial e de manutenção para adultos:

CondiçãoDose inicial típicaDose de manutenção típicaDose máxima diáriaNotas Importantes
Episódios Depressivos Major20 mg/dia20 mg/dia60 mgA dose pode ser ajustada após 3-4 semanas se a resposta for insuficiente.
Perturbação Obsessivo-Compulsiva (POC)20 mg/dia20-60 mg/dia60 mgA resposta total é geralmente atingida após 10-12 semanas de tratamento.
Bulimia Nervosa60 mg/dia60 mg/dia60 mgNão é recomendado aumentar a dose acima de 60 mg.

Posologia para crianças e adolescentes (com idade igual ou superior a 8 anos):

  • Episódios depressivos major de intensidade moderada a grave:
  • Dose inicial: 10 mg/dia.
  • Aumento da dose: Após 1-2 semanas, o médico pode considerar aumentar a dose para 20 mg/dia.
  • Dose máxima: 20 mg/dia para este grupo etário.
  • Duração do tratamento: Deverá ser o mais curta possível, idealmente não superior a 6 meses, e a necessidade de continuar o tratamento deve ser reavaliada periodicamente por um especialista.

Modo de administração:

  • A Fluoxetina está disponível em várias formas farmacêuticas, como cápsulas ou comprimidos.
  • Pode ser tomada com ou sem alimentos.
  • Geralmente é administrada em dose única diária, preferencialmente de manhã.
  • É importante engolir a(s) cápsula(s)/comprimido(s) inteira(s), com um pouco de água, sem mastigar ou esmagar.

Recomendações importantes:

  • Não parar o tratamento abruptamente: A interrupção súbita do tratamento com Fluoxetina pode levar a sintomas de privação. A redução da dose deve ser feita gradualmente, sob supervisão médica. Para informações adicionais sobre a interrupção de medicamentos, consulte o nosso artigo sobre medicamentos: cuidados a ter na interrupção.
  • Esquecimento de uma dose: Se se esquecer de tomar uma dose, tome-a assim que se lembrar, a menos que esteja quase na hora da próxima dose. Nesse caso, ignore a dose esquecida e continue com o esquema habitual. Não tome uma dose a dobrar para compensar a dose esquecida.
  • Supervisão médica: A monitorização regular pelo médico é essencial para ajustar a dose, avaliar a eficácia e gerir potenciais efeitos secundários.

Efeitos secundários mais comuns e como geri-los

Como qualquer medicamento, a Fluoxetina pode causar efeitos secundários, embora nem todas as pessoas os experimentem. A frequência e a gravidade variam entre os indivíduos. É importante estar ciente dos possíveis efeitos e reportá-los ao seu médico ou farmacêutico.

Efeitos secundários muito frequentes (podem afetar mais de 1 em cada 10 pessoas):

  • Insónia: Dificuldade em adormecer ou manter o sono. Pode ser gerido tomando o medicamento de manhã ou ajustando o horário da toma.
  • Dor de cabeça: Geralmente ligeira a moderada. Pode ser aliviada com analgésicos comuns, se necessário, e costuma diminuir com o tempo.
  • Diarreia: Manter uma boa hidratação e, se persistente, procurar aconselhamento médico.
  • Náuseas: Podem ser minimizadas tomando a Fluoxetina com alimentos.

Efeitos secundários frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas):

  • Ansiedade, nervosismo, agitação: Podem ser mais proeminentes no início do tratamento.
  • Diminuição do apetite e perda de peso: Monitorizar o peso e a ingestão alimentar.
  • Boca seca: Beber água frequentemente, chupar rebuçados sem açúcar.
  • Tonturas: Ter cuidado ao levantar-se rapidamente.
  • Sonolência: Evitar atividades que exijam atenção, como conduzir, até perceber como o medicamento o afeta.
  • Tremor: Geralmente ligeiro.
  • Palpitações: Sensação de batimento cardíaco irregular.
  • Visão turva:
  • Vómitos, indigestão:
  • Erupção cutânea, urticária, prurido:
  • Sudorese aumentada:
  • Disfunção sexual: Inclui diminuição da libido, problemas de ejaculação ou orgasmo. Estes efeitos podem persistir após a descontinuação.
  • Fadiga, astenia: Cansaço e fraqueza.

Efeitos secundários pouco frequentes (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas):

  • Pensamentos anormais, euforia, diminuição da libido.
  • Ranger dos dentes (bruxismo).
  • Midríase (dilatação da pupila).
  • Zumbidos nos ouvidos (tinnitus).
  • Pressão arterial baixa.
  • Queda de cabelo.
  • Tendência para fazer nódoas negras.
  • Mictória dolorosa.

Efeitos secundários raros ou graves (podem afetar até 1 em cada 1000 pessoas ou menos):

  • Síndrome serotoninérgica: Uma condição rara, mas potencialmente grave, que resulta de níveis excessivamente elevados de serotonina. Os sintomas podem incluir confusão, agitação, febre, sudorese excessiva, tremores, espasmos musculares. Se suspeitar desta condição, procure NDM (Número de Doentes Monitorizados) de urgência.
  • Hemorragia: Especialmente em doentes que tomam outros medicamentos que afetam a coagulação.
  • Convulsões.
  • Hiponatremia: Níveis baixos de sódio no sangue, mais comum em idosos.
  • Arritmias cardíacas graves (prolongamento do intervalo QT).
  • Reações alérgicas graves (desde anafilaxia até reações cutâneas bolhosas).
  • Ideação suicida: Particularmente no início do tratamento ou após alterações de dose, especialmente em jovens adultos e adolescentes. Este é um efeito secundário grave e a monitorização é crucial.

Como lidar com os efeitos secundários:

  1. Comunicar com o médico/farmacêutico: É a medida mais importante. Não hesite em descrever todos os efeitos que está a sentir.
  2. Não parar o tratamento por conta própria: A interrupção abrupta pode piorar os sintomas ou causar síndrome de privação.
  3. Adesão à dose: Tomar a dose prescrita pode ajudar a minimizar alguns efeitos.
  4. Ajustes de estilo de vida: Hábitos saudáveis de sono, alimentação e exercício podem melhorar o bem-estar geral e ajudar a gerir alguns sintomas.

Interações medicamentosas importantes

A Fluoxetina pode interagir com um vasto número de outros medicamentos, plantas medicinais ou suplementos, o que pode alterar a eficácia de um ou de ambos os fármacos, ou aumentar o risco de efeitos secundários. É crucial informar sempre o seu médico ou farmacêutico sobre todos os medicamentos que está a tomar, incluindo os de venda livre.

Aqui estão algumas das interações mais importantes a ter em conta:

  • Inibidores da Monoaminoxidase (IMAOs): A utilização de Fluoxetina com IMAOs (incluindo alguns antidepressivos como a tranilcipromina ou a moclobemida, ou a linezolida - um antibiótico) é totalmente contraindicada. A combinação pode levar à grave síndrome serotoninérgica. Deve haver um intervalo de pelo menos 2 semanas entre a interrupção de um IMAO e o início da Fluoxetina, e um intervalo de pelo menos 5 semanas entre a interrupção da Fluoxetina e o início de um IMAO.
  • Outros medicamentos serotoninérgicos: A coadministração com outros ISRS, inibidores da recaptação da serotonina-noradrenalina (IRSN), triptanos (para enxaquecas), tramadol, triptofano, fentanil, erva de São João (Hypericum perforatum) e outros medicamentos que aumentam os níveis de serotonina pode aumentar o risco de síndrome serotoninérgica.
  • Medicamentos com efeito na coagulação sanguínea: A Fluoxetina pode aumentar ligeiramente o risco de hemorragias, especialmente quando tomada com:
  • Anticoagulantes orais: Varfarina, acenocumarol. Pode exigir monitorização mais frequente do INR.
  • Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs): Ibuprofeno, naproxeno, aspirina.
  • Outros medicamentos que afetam a função plaquetária: Clopidogrel, dipiridamol.
  • Fármacos que prolongam o intervalo QT: A Fluoxetina pode causar um pequeno prolongamento do intervalo QT (uma alteração na atividade elétrica do coração). A coadministração com outros fármacos que também provocam este efeito (alguns antiarrítmicos, neurolépticos, antibióticos macrólidos, entre outros) deve ser evitada ou feita com extrema precaução.
  • Lítio e Triptofano: A sua toxicidade pode ser aumentada quando usados concomitantemente com a Fluoxetina.
  • Fenitoína: Pode haver um aumento dos níveis plasmáticos de fenitoína, necessitando de monitorização e ajuste de dose.
  • Compostos metabolizados pela CYP2D6: A Fluoxetina é um potente inibidor desta enzima hepática. Consequentemente, pode aumentar os níveis sanguíneos de medicamentos metabolizados por esta via, como alguns antidepressivos tricíclicos (amitriptilina, imipramina), alguns neurolépticos (risperidona, tioridazina, haloperidol) e alguns beta-bloqueadores (metoprolol).
  • Álcool: Embora a Fluoxetina não potencie os efeitos do álcool, a combinação não é recomendada devido ao impacto do álcool na depressão e noutras condições psiquiátricas.

Esta não é uma lista exaustiva. É sempre essencial consultar a bula do medicamento e discutir todas as suas preocupações com o seu médico ou farmacêutico antes de iniciar ou interromper qualquer medicamento.

Contraindicações e precauções

A Fluoxetina não é adequada para todos. Existem certas condições ou situações em que o seu uso é contraindicado ou requer precauções especiais.

Contraindicações absolutas:

  • Hipersensibilidade à Fluoxetina ou a qualquer excipiente: Qualquer histórico de reação alérgica à Fluoxetina ou a outros componentes do medicamento.
  • Uso concomitante com inibidores da monoaminoxidase (IMAOs): Conforme detalhado em Interações Medicamentosas, esta combinação é perigosa devido ao risco de síndrome serotoninérgica grave.
  • Uso concomitante com metoprolol (na insuficiência cardíaca): Devido ao potencial da Fluoxetina em inibir o metabolismo do metoprolol, aumentando os seus efeitos adversos, especialmente em doentes com insuficiência cardíaca.

Precauções e situações que requerem avaliação médica cuidadosa:

  • Epilepsia/Convulsões: A Fluoxetina pode aumentar o risco de convulsões. Deve ser usada com precaução em doentes com história de epilepsia e descontinuada se ocorrerem convulsões ou aumento da sua frequência.
  • Mania/Hipomania: Em doentes com história de perturbação bipolar, a Fluoxetina pode induzir episódios de mania ou hipomania. Deve ser usada com cautela e descontinuada se ocorrer um episódio maníaco.
  • Função hepática e renal comprometida: A Fluoxetina é metabolizada no fígado e excretada pelos rins. Em doentes com insuficiência hepática ou renal grave, pode ser necessário um ajuste de dose ou uma administração menos frequente.
  • Doença cardíaca: Em doentes com doença cardíaca congénita de prolongamento do intervalo QT, prolongamento do intervalo QT adquirido ou história familiar de prolongamento do intervalo QT, e noutras condições cardíacas graves, a Fluoxetina deve ser usada com precaução devido ao seu potencial de prolongar o intervalo QT.
  • Diabetes: A Fluoxetina pode alterar o controlo glicémico, causando hipoglicemia durante o tratamento e hiperglicemia após a interrupção. Os doentes diabéticos devem monitorizar cuidadosamente os seus níveis de glicose.
  • Glaucoma de ângulo fechado: A Fluoxetina pode causar midríase (dilatação da pupila), o que pode precipitar um ataque de glaucoma agudo em indivíduos predispostos.
  • Tendência para hemorragias: Como mencionado, a Fluoxetina pode aumentar ligeiramente o risco de hemorragias, especialmente se existirem outros fatores de risco ou medicação concomitante.
  • Suicídio: A Fluoxetina, como outros antidepressivos, tem sido associada a um aumento do risco de ideação suicida e tentativas de suicídio, especialmente no início do tratamento e em doentes mais jovens (<25 anos). É vital a monitorização rigorosa destes doentes, especialmente nas primeiras semanas de tratamento e aquando de alterações de dose.
  • Síndrome de descontinuação (privação): A interrupção abrupta da Fluoxetina pode levar a sintomas como tonturas, alterações sensoriais, distúrbios do sono, agitação e ansiedade. A dose deve ser reduzida gradualmente sob supervisão médica.
  • Gravidez e amamentação: A decisão de usar Fluoxetina durante a gravidez deve ser cuidadosamente ponderada entre os benefícios para a mãe e os potenciais riscos para o feto. Existem alguns dados que sugerem um risco aumentado de defeitos cardíacos e de hipertensão pulmonar persistente no recém-nascido, bem como de sintomas de abstinência. A Fluoxetina é excretada no leite materno, pelo que o seu uso durante a amamentação deve ser evitado ou feito com grande cautela e monitorização do bebé.
  • Crianças e adolescentes: O uso em crianças e adolescentes deve ser sempre feito sob a supervisão de um especialista, dada a preocupação com o risco de ideação suicida e os potenciais efeitos no crescimento e desenvolvimento sexual.

É crucial discutir o seu historial médico completo com o seu médico antes de iniciar o tratamento com Fluoxetina.

Perguntas frequentes

Quanto tempo demora a Fluoxetina a fazer efeito?

Os efeitos terapêuticos da Fluoxetina não são imediatos. Geralmente, são necessárias 2 a 4 semanas de tratamento contínuo para se observar uma melhoria significativa dos sintomas, embora em alguns casos possa demorar mais tempo. Para a Perturbação Obsessivo-Compulsiva, pode demorar 10 a 12 semanas.

Posso beber álcool enquanto tomo Fluoxetina?

Embora a Fluoxetina não potencie diretamente os efeitos do álcool, a combinação não é recomendada. O álcool pode agravar os sintomas de depressão ou ansiedade e, como tal, deve ser evitado durante o tratamento.

O que acontece se parar de tomar Fluoxetina de repente?

Parar a Fluoxetina abruptamente pode levar a sintomas de privação (síndrome de descontinuação), que incluem tonturas, náuseas, alterações sensoriais, ansiedade, agitação e distúrbios do sono. A dose deve ser sempre reduzida gradualmente, sob orientação médica, para minimizar estes efeitos.

A Fluoxetina causa aumento de peso?

Embora a Fluoxetina possa inicialmente causar uma diminuição do apetite e perda de peso, alguns estudos e a experiência clínica mostram que, a longo prazo, pode haver um aumento de peso em alguns utilizadores. Contudo, as alterações de peso são variáveis e dependem de cada indivíduo.

Posso conduzir ou operar máquinas pesadas enquanto tomo Fluoxetina?

A Fluoxetina pode causar tonturas, sonolência ou visão turva em algumas pessoas, especialmente no início do tratamento. É aconselhável ter precaução e evitar atividades que exijam total atenção até saber como o medicamento o afeta.

A Fluoxetina é viciante?

A Fluoxetina não causa dependência física da mesma forma que os opióides ou benzodiazepinas. No entanto, o corpo adapta-se à sua presença, e a interrupção súbita pode desencadear a síndrome de descontinuação, o que pode ser confundido com abstinência. Por isso, a descontinuação deve ser gradual e supervisionada.

Fontes e Referências

  1. INFARMED, I.P. – Folheto Informativo (Bula) do Prozac (Fluoxetina). Disponível em: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/pesquisa/-/articles/181512
  2. Agência Europeia de Medicamentos (EMA) – Resumo das Características do Medicamento (RCM) da Fluoxetina. Disponível em: https://www.ema.europa.eu/en/medicines/human/referrals/fluoxetine-containing-medicinal-products-used-treatment-children-and-adolescents
  3. Manual MSD Profissional – Fluoxetina. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/merck-manuals-profissional/transtornos-psiqui%C3%A1tricos/transtornos-do-humor/depress%C3%A3o
  4. National Institute for Health and Care Excellence (NICE) – Fluoxetine. Disponível em: https://www.nice.org.uk/donotdo/do-not-prescribe-fluoxetine-to-children-and-young-people-under-the-age-of-18-years-for-the-management-of-depression-unless-co-prescribed-with-a-psychological-intervention-and-unless-a-specialist-assessment-has-been-made
  5. Drugs.com – Fluoxetine. Disponível em: https://www.drugs.com/fluoxetine.html
  6. Ministério da Saúde Britânico (NHS) – Fluoxetine. Disponível em: https://www.nhs.uk/medicines/fluoxetine/