10 melhores exercícios para pós-parto: recuperação segura e eficaz
# 10 melhores exercícios para pós-parto: recuperação segura e eficaz
Recuperar a forma física após o parto pode ser um desafio, mas os exercícios pós-parto são uma excelente forma de fortalecer o corpo e melhorar o bem-estar. Esta fase requer movimentos seguros e progressivos que respeitem o ritmo do corpo. Para uma recuperação completa e segura, é fundamental saber como o corpo se adapta a esta nova realidade e como perder peso pós-parto de maneira gradual e saudável.
A gravidez e o parto impõem um esforço considerável ao corpo da mulher, alterando a sua estrutura musculoesquelética, hormonal e cardiovascular. A importância de uma recuperação pós-parto adequada é inegável, não só para restaurar a forma física, mas também para prevenir problemas de saúde a longo prazo, como incontinência urinária, prolapsos de órgãos pélvicos e dores crónicas nas costas. Uma abordagem progressiva e informada aos exercícios é, portanto, crucial.
Aqui estão os 10 melhores exercícios para pós-parto que ajudarão na recuperação, fortalecendo áreas essenciais e promovendo o bem-estar.
- Exercícios de baixo impacto para os primeiros dias
- Fortalecimento do pavimento pélvico
- Exercícios de resistência leve
- Exercícios de alongamento e flexibilidade
- Exercícios cardiovasculares moderados
- Conclusão
A Importância da Recuperação Pós-Parto: Mais do que Estética
A recuperação pós-parto é uma jornada complexa que vai muito além da simples “volta ao corpo de antes”. É um período de readaptação fisiológica e psicológica, onde o corpo da mulher se reconstrói após nove meses de gravidez e o stress do parto. Ignorar os sinais do corpo ou apressar o processo pode resultar em complicações de saúde duradouras.
Diversas mudanças ocorrem durante a gravidez que impactam diretamente a capacidade física da mulher no pós-parto. O aumento de peso, a alteração do centro de gravidade, o alongamento dos músculos abdominais e do pavimento pélvico, e as flutuações hormonais são apenas alguns exemplos. O pavimento pélvico, em particular, sofre uma pressão significativa durante a gravidez e pode ser danificado durante o parto vaginal. A diástase abdominal, uma separação dos músculos retos do abdómen, é outra condição comum que requer atenção específica durante a recuperação.
Uma recuperação adequada, centrada em exercícios específicos e progressivos, pode melhorar a função muscular, reduzir a dor, prevenir problemas de saúde futuros e, crucialmente, aumentar a auto-estima e o bem-estar mental da nova mãe. O apoio de profissionais de saúde, como fisioterapeutas especializados em saúde pélvica, é fundamental para guiar este processo de forma segura e eficaz.
Quando Começar os Exercícios Pós-Parto? Recomendações e Cautelelas
A questão de quando começar a fazer exercício depois do parto é uma das mais frequentes entre as novas mães. A resposta nem sempre é simples e depende de vários fatores individuais, incluindo o tipo de parto (vaginal ou cesariana), o estado de saúde geral da mãe antes e durante a gravidez, e a presença de quaisquer complicações no parto ou pós-parto.
De um modo geral, a maioria dos profissionais de saúde recomenda esperar pelo menos 6 semanas após um parto vaginal sem complicações e 8 a 10 semanas após uma cesariana antes de iniciar uma rotina de exercícios mais intensa. No entanto, atividades de baixo impacto, como caminhadas leves e exercícios do pavimento pélvico (Kegels), podem ser iniciadas mais cedo, muitas vezes nos primeiros dias ou semanas, desde que não haja dor ou desconforto.
É absolutamente crucial consultar o seu médico ou um fisioterapeuta especializado em saúde pélvica antes de iniciar qualquer programa de exercícios pós-parto. Este profissional poderá avaliar a sua recuperação individual, verificar a presença de diástase abdominal ou quaisquer lesões no pavimento pélvico, e fornecer orientações personalizadas. Ignorar este passo pode levar a lesões ou agravar condições existentes.
O princípio fundamental é ouvir o seu corpo. Se sentir dor, tonturas, sangramento excessivo ou qualquer outro sintoma preocupante durante o exercício, deve parar imediatamente e procurar aconselhamento médico. A progressão deve ser lenta e gradual, aumentando a intensidade e a duração dos exercícios à medida que a sua força e resistência melhoram.
Exercícios de baixo impacto para os primeiros dias
Após o parto, o corpo ainda está em processo de recuperação, por isso, atividades de baixo impacto são uma boa escolha. Estes exercícios ajudam a reativar a musculatura de forma suave, sem sobrecarregar as áreas mais sensíveis ou em cicatrização.
1. Caminhada leve
Caminhadas de 15 a 20 minutos diários são ideais para estimular a circulação, melhorar o humor e reduzir o inchaço. Comece com passos lentos, aumentando gradualmente o ritmo à medida que se sentir mais confortável. Caminhar ao ar livre com o bebé no carrinho também pode ser uma boa oportunidade para relaxar e beneficia a saúde mental. A exposição à luz natural e o ar fresco são comprovadamente benéficos para reduzir o risco de depressão pós-parto. A caminhada é também um excelente exercício para reativar o core de forma suave e melhorar a postura, que pode ter sido afetada pela gravidez e pela amamentação. Comece em superfícies planas e evite inclinações ou terrenos irregulares nas primeiras semanas.
2. Alongamentos suaves
Alongamentos para o pescoço, ombros, costas e pernas ajudam a reduzir a tensão muscular e melhoram a flexibilidade inicial. Mantenha cada alongamento por cerca de 10 a 15 segundos, respirando de forma controlada. Movimentos suaves como girar o pescoço, inclinar os ombros para trás e realizar movimentos circulares com os punhos são formas simples de aliviar a tensão. A gravidez e o cuidado com o recém-nascido (amamentar, carregar o bebé) podem levar a uma postura curvada e tensão nos ombros e na região cervical. Os alongamentos destinam-se a contrariar estas tendências, promovendo o alívio da dor e uma melhor mobilidade. Preste especial atenção aos músculos do peito que podem ficar encurtados com a amamentação.
Alongamento Gato-Vaca Suave: Embora já mencionado como parte de exercícios mais avançados, uma versão muito suave pode ser útil nos primeiros dias. Em quatro apoios, arqueie suavemente as costas para cima e para baixo, sem forçar.
Alongamento do Peito: Fique de pé numa porta, coloque os antebraços nos batentes e incline-se suavemente para a frente para abrir o peito.
Fortalecimento do pavimento pélvico
Fortalecer o pavimento pélvico é essencial após o parto, pois essa área sustenta o abdómen e ajuda na recuperação geral. O pavimento pélvico é um conjunto de músculos localizado na base da pélvis que suporta os órgãos internos (bexiga, útero, reto) e desempenha um papel crucial na continência urinária e fecal, bem como na função sexual. A sua fraqueza pode levar a problemas significativos de saúde e qualidade de vida.
3. Kegels
Para fazer Kegels, contraia os músculos como se estivesse a interromper o fluxo da urina ou a segurar um gás. Deve sentir um levantamento interno na região pélvica. Segure a contração por 3 a 5 segundos e relaxe completamente pelo mesmo período, repetindo 10 a 15 vezes, em 3 séries diárias. Este exercício fortalece o pavimento pélvico, ajudando na recuperação abdominal, na prevenção da incontinência urinária e fecal, e na melhoria da função sexual. É crucial isolar estes músculos e evitar contrair os músculos abdominais, glúteos ou coxas. Se tiver dificuldade em identificar os músculos corretos, procure a orientação de um fisioterapeuta pélvico.
4. Elevação de ancas (Bridge)
Deite-se de costas, com os joelhos dobrados, pés apoiados no chão à largura das ancas e os braços ao longo do corpo. Contraia o pavimento pélvico e os glúteos enquanto eleva as ancas do chão, formando uma linha recta dos ombros até aos joelhos. Mantenha a posição por 3 a 5 segundos, com uma respiração controlada, e depois baixe lentamente as ancas. Repita 10 a 12 vezes. Este movimento trabalha os glúteos, os músculos isquiotibiais e o core, ajudando a estabilizar a região lombar, fortalecer a pelve e auxiliar na recuperação da diástase abdominal através do fortalecimento da cadeia posterior. É um excelente exercício para fortalecer a parte posterior do corpo que muitas vezes é sobrecarregada durante a gravidez e o pós-parto.
Exercícios para o Core e Diástase Abdominal
A diástase abdominal, ou diástase dos retos abdominais, é uma condição comum no pós-parto, onde os músculos retos abdominais se separam devido ao estiramento excessivo durante a gravidez. É fundamental abordar esta condição com exercícios específicos para evitar agravamento e promover a recuperação. Evite abdominais tradicionais (crunches) e pranchas frontais até que a diástase seja avaliada por um profissional.
5. Abdominais Hipopressivos
Os abdominais hipopressivos são uma técnica respiratória e postural que visa fortalecer a musculatura abdominal profunda e do pavimento pélvico, sem sobrecarga ou pressão excessiva. São particularmente indicados para a recuperação pós-parto e para ajudar na diástase abdominal.
Como fazer:
- Em pé ou sentada, inspire profundamente.
- Ao expirar, esvazie completamente os pulmões e realize uma apneia (paragem respiratória) de 5 a 10 segundos.
- Durante a apneia, "sugue" o abdómen para dentro e para cima, como se o umbigo quisesse tocar a coluna. Mantenha essa ativação sem forçar a respiração.
- Relaxe e respire normalmente. Repita várias vezes.
Esta técnica ajuda a tonificar os músculos abdominais profundos, reduzindo a cintura e melhorando a função do pavimento pélvico. Devem ser aprendidos inicialmente com um profissional certificado em hipopressivos para a correta execução.
6. Respiração diafragmática (Abdominal)
A respiração diafragmática é um pilar na recuperação do core e da diástase abdominal. Ajuda a reconectar o cérebro com os músculos abdominais profundos e a estabilizar o tronco.
Como fazer:
- Deite-se de costas com os joelhos dobrados e os pés no chão. Coloque uma mão no peito e outra no abdómen.
- Inspire profundamente pelo nariz, permitindo que a barriga se eleve e que a mão no abdómen suba, enquanto a mão no peito permanece relativamente imóvel.
- Expire lentamente pela boca, sentindo a barriga descer, e tente contrair suavemente os músculos abdominais profundos (como se estivesse a apertar um espartilho invisível) para ajudar a expulsar o ar.
- Repita por 5 a 10 minutos diários.
Exercícios de resistência leve
Conforme a recuperação avança e o seu médico/fisioterapeuta o autoriza, é possível começar a introduzir movimentos de resistência leve, que ajudam a ganhar força sem sobrecarregar as articulações ou os músculos ainda em recuperação.
7. Agachamentos com peso corporal
!agachamentos com peso corporal
Fique de pé com os pés afastados à largura dos ombros, os dedos dos pés ligeiramente apontados para fora. Agache-se lentamente como se estivesse a sentar-se numa cadeira, mantendo as costas direitas, o peito erguido e o peso nos calcanhares. Certifique-se de que os joelhos não ultrapassam a linha dos pés. Regresse à posição inicial. Repita 10 a 12 vezes. Este movimento é ótimo para fortalecer coxas, glúteos e o core sem sobrecarregar. É funcional para as tarefas diárias da maternidade, como pegar no bebé.
8. Elevações de braços (com garrafas de água/pesos leves)
Em pé ou sentada, comece com os braços ao longo do corpo. Use garrafas de água pequenas ou pesos leves (0.5 a 1 kg). Levante os braços lateralmente até à altura dos ombros (elevações laterais) ou para a frente (elevações frontais), depois abaixe-os lentamente. Repita 10 a 15 vezes. Esse exercício melhora a postura, fortalece os ombros e a parte superior das costas, áreas frequentemente tensas durante a amamentação e no transporte do bebé.
Exercícios de alongamento e flexibilidade
Exercícios que promovem flexibilidade são ideais para alongar os músculos e aliviar a tensão, especialmente nas costas e no pescoço, que podem acumular stress devido à nova postura e aos cuidados com o bebé.
9. Postura de gato e vaca (Cat-Cow)
Na posição de quatro apoios (mãos sob os ombros e joelhos sob as ancas), inspire enquanto arqueia ligeiramente as costas, levando o olhar para cima e deixando a barriga relaxar (vaca). Expire enquanto arredonda as costas, puxando o queixo em direção ao peito e contraindo suavemente o abdómen (gato). Realize o movimento de forma controlada, coordenando com a respiração. Esse exercício ajuda a flexibilizar a coluna, reduzir tensões acumuladas, melhorar a mobilidade da anca e ativar suavemente os músculos do core.
10. Alongamento das pernas (Isquiotibiais e Gémeos)
Deitada de costas, com uma perna estendida no chão, leve a outra perna em direção ao peito. Segure a parte de trás da coxa ou gémeos e tente estender suavemente a perna para cima, sentindo o alongamento na parte posterior da coxa (isquiotibiais). Mantenha cada alongamento por 20 a 30 segundos, sem ricochetear. Para os gémeos, de pé, apoie as mãos numa parede, leve uma perna para trás e mantenha o calcanhar no chão, sentindo o alongamento. Repita em ambas as pernas. Estes alongamentos são cruciais para aliviar a rigidez corporal e melhorar a circulação, auxiliando na recuperação geral e prevenindo cãibras.
Exercícios cardiovasculares moderados
Quando o corpo estiver mais forte, o médico e/ou fisioterapeuta autorizarem, e não houver sinais de diástase abdominal severa ou prolapsos, os exercícios cardiovasculares de baixo impacto são uma ótima forma de aumentar a resistência, a energia e contribuir para a perda de peso pós-parto.
11. Caminhada acelerada ou corrida leve
Quando a caminhada leve se tornar fácil, aumente o ritmo para uma caminhada acelerada, que deve elevar ligeiramente a sua frequência cardíaca. Tente caminhar por 20 a 45 minutos, três a cinco vezes por semana. Se já praticava corrida antes da gravidez e se sente bem, pode iniciar com corrida leve em intervalos curtos, alternando com caminhada. O retorno à corrida deve ser muito gradual e apenas após a completa recuperação do pavimento pélvico e do core terem sido avaliadas por um especialista. É importante usar calçado adequado e um bom soutien desportivo para suporte.
12. Bicicleta estática ou Elíptica
A bicicleta estática ou o elíptico permitem um exercício cardiovascular controlado, com baixo impacto nas articulações. Comece com sessões de 15 a 20 minutos, ajustando a intensidade de acordo com a sua progressão e resistência. Esta atividade aumenta a resistência, melhora o condicionamento cardiovascular e ajuda a queimar calorias de forma segura. A bicicleta estática é particularmente boa porque mantém a carga no pavimento pélvico num mínimo e é excelente para fortalecer as pernas.
13. Natação
A natação é um exercício de corpo inteiro de baixo impacto que é suave para as articulações e o pavimento pélvico. No entanto, é crucial esperar até que o sangramento pós-parto tenha cessado completamente (pós-quarentena) e que a cicatrização do períneo ou da incisão da cesariana esteja completa, para evitar infeções. Comece com sessões curtas e nade em ritmos moderados. A água oferece um ambiente de suporte, o que pode ser muito reconfortante para o corpo em recuperação.
Causas comuns de desconforto e complicações no pós-parto
A fase pós-parto, embora natural, pode ser acompanhada de diversos desconfortos e, em alguns casos, complicações que exigem atenção.
- Dor pélvica e perineal: Resultante do parto vaginal, episiotomia ou lacerações.
- Dores nas costas: A alteração da postura durante a gravidez e o ato de carregar o bebé podem agravar ou causar dores lombares e cervicais.
- Incontinência urinária: Fraqueza ou lesão do pavimento pélvico leva à perda involuntária de urina, especialmente ao tossir, espirrar ou rir.
- Prolapso de órgãos pélvicos: O enfraquecimento do pavimento pélvico pode fazer com que órgãos como o útero, a bexiga ou o reto desçam para a vagina.
- Diástase abdominal: A separação dos músculos retos do abdómen. Se não for bem gerida, pode causar dores nas costas, má postura e disfunção do core.
- Dor na cicatrização da cesariana: Desconforto e sensibilidade na área da incisão.
Sintomas a vigiar
É fundamental estar atenta a certos sinais que podem indicar que é preciso abrandar ou procurar ajuda médica.
- Dor persistente ou agravada: Qualquer dor incomum durante ou após o exercício.
- Aumento de sangramento vaginal: Se os lóquios (corrimento pós-parto) se tornarem mais abundantes ou mais vermelhos depois do exercício.
- Perda de urina ou fezes: Qualquer incontinência nova ou agravada.
- Sensação de peso vaginal: Pode ser um sinal de prolapso de órgãos pélvicos.
- Vermelhidão, inchaço ou pus na incisão da cesariana/episiotomia: Sinais de infeção.
- Tonturas, náuseas ou fadiga extrema: Estes sintomas sugerem que está a exceder os seus limites.
Diagnóstico e Avaliação no Pós-Parto
A recuperação pós-parto deve ser monitorizada por profissionais de saúde. A consulta pós-parto, geralmente entre as 6-8 semanas, é crucial.
- Exame físico: O médico avaliará a cicatrização do útero, do períneo ou da cesariana, e a recuperação geral.
- Avaliação da diástase abdominal: Através da palpação abdominal, o médico ou fisioterapeuta pode determinar a extensão da separação dos músculos retos.
- Avaliação do pavimento pélvico: Um fisioterapeuta pélvico pode realizar um exame interno para avaliar a força, o tónus e a função dos músculos do pavimento pélvico, e identificar qualquer disfunção ou prolapso.
Tratamento e Prevenção Específicos
O tratamento para as complicações pós-parto baseia-se na gravidade e tipo de condição.
- Exercícios do pavimento pélvico (Kegels): Essenciais para incontinência e prolapso leve.
- Fisioterapia pélvica: Para condições mais complexas do pavimento pélvico, diástase abdominal e dores pélvicas crónicas.
- Medicamentos: Para dor ou infeção.
- Intervenção cirúrgica: Em casos severos de prolapso ou perda de apoio estrutural, a cirurgia pode ser uma opção.
Prevenção no dia a dia:
- Postura: Mantenha uma boa postura ao sentar, amamentar e levantar o bebé.
- Técnicas de levantamento: Use as pernas e não as costas para levantar objetos ou o bebé.
- Dieta e hidratação: Mantenha uma dieta rica em fibras para evitar obstipação, que pode agravar o pavimento pélvico, e beba bastante água.
- Descanso: Priorize o descanso sempre que possível.
- Moderação no exercício: Não force o corpo; progrida lentamente e ouça os sinais.
Quando consultar o médico
É importante procurar aconselhamento médico se experienciar:
- Dor persistente ou intensa
- Febre
- Corrimento vaginal com mau cheiro
- Sangramento excessivo ou coágulos grandes
- Dor na cicatrização que piora ou sinais de infeção
- Sintomas de incontinência urinária ou fecal que não melhoram
- Sensação de peso ou "bola" na vagina (sinal de prolapso)
- Sintomas de depressão pós-parto (tristeza profunda, falta de interesse no bebé ou na vida, pensamentos negativos)
Mitos e factos sobre o exercício pós-parto
Muitos mitos circulam sobre o que é seguro e eficaz no pós-parto, enquanto factos essenciais são por vezes negligenciados.
Mitos:
- "Devo fazer abdominais tradicionais (crunches) para recuperar a barriga lisa rapidamente."
- Facto: Abdominais tradicionais podem, na verdade, piorar a diástase abdominal e colocar pressão excessiva sobre o pavimento pélvico, desaconselhados nos primeiros meses pós-parto. Foco em abdominais hipopressivos e exercícios para o core profundo é mais seguro e eficaz.
- "Não posso levantar pesos após o parto."
- Facto: O levantamento de pesos é seguro e benéfico, mas deve ser reintroduzido progressivamente, com pesos leves e uma técnica correta, especialmente para proteger o pavimento pélvico. Consulte um profissional.
- "Uma vez que os lóquios (sangramento pós-parto) param, posso fazer qualquer exercício."
- Facto: O fim dos lóquios indica que o útero está a cicatrizar, mas não significa que o pavimento pélvico ou a parede abdominal estejam totalmente recuperados. É vital esperar a avaliação médica e progredir gradualmente.
- "Se amamentar, não consigo perder peso através do exercício."
- Facto: O exercício, combinado com uma alimentação saudável, é perfeitamente compatível com a amamentação e pode ajudar na perda de peso. A amamentação por si só já consome calorias.
Factos:
- O pavimento pélvico precisa de atenção imediata. Exercícios de Kegel podem ser iniciados nos primeiros dias, com o consentimento do médico.
- A diástase abdominal é comum e tratável. Não é preciso viver com a separação dos músculos abdominais. A fisioterapia especializada pode fazer uma grande diferença.
- O descanso é tão importante quanto o exercício. O corpo precisa de tempo para se curar. A privação de sono afeta a recuperação física e mental.
- O bem-estar mental é crucial. O exercício pode ser uma ferramenta poderosa para combater a depressão e a ansiedade pós-parto. Priorize atividades que lhe deem prazer.
- Cada recuperação é única. Compare-se apenas a si própria. O tempo e a forma como cada mulher recupera varia. O importante é a consistência e a segurança.
Conclusão
Estes 10 exercícios pós-parto, complementados com as informações adicionais, são ideais para uma recuperação gradual e eficaz, respeitando o ritmo e as necessidades do corpo. É fundamental encarar a recuperação pós-parto como uma maratona e não como um sprint, priorizando a segurança e o bem-estar da mãe. Aumentar a intensidade de forma progressiva e, crucialmente, consultar sempre o seu médico ou um fisioterapeuta especializado em saúde pélvica antes de iniciar ou intensificar exercícios, garante um processo seguro e a longo prazo.
Lembre-se que o seu corpo acabou de realizar um feito extraordinário. Dê-lhe tempo, paciência e o cuidado que ele merece. Uma recuperação bem-sucedida não se mede apenas pela forma física, mas pela sua capacidade de lidar com as exigências da maternidade com força, vitalidade e bem-estar geral.
Para melhorar ainda mais a recuperação, consulte as nossas dicas para uma alimentação saudável durante a amamentação e veja mais sobre como gerir o aumento de apetite na amamentação, pois a nutrição desempenha um papel igualmente vital neste período.
⚕️ Aviso: Este artigo é meramente informativo e não substitui aconselhamento médico profissional. Consulte sempre o seu médico ou profissional de saúde qualificado antes de iniciar qualquer tratamento ou alterar a sua rotina de saúde.
Perguntas frequentes
Quando começar a fazer exercício depois do parto?
Não existe um tempo único para todas as mães. Para partos vaginais sem complicações, atividades leves como caminhadas e Kegels podem ser iniciadas nos primeiros dias ou semanas. Para partos por cesariana ou com complicações, geralmente é recomendado esperar 6 a 8 semanas. No entanto, é crucial obter a aprovação do seu médico ou fisioterapeuta antes de iniciar qualquer rotina de exercícios.
Posso fazer abdominais depois do parto?
Abdominais tradicionais (crunches) são geralmente desaconselhados nos primeiros meses pós-parto, especialmente se houver diástase abdominal (separação dos músculos retos). Estes podem agravar a condição e aumentar a pressão sobre o pavimento pélvico. Opte por exercícios que focam na ativação do core profundo, como abdominais hipopressivos e respiração diafragmática, após avaliação por um profissional.
Como recuperar o abdómen após o parto?
A recuperação abdominal após o parto foca-se em fortalecer o core profundo e lidar com a diástase abdominal. Isto inclui exercícios como os abdominais hipopressivos, a respiração diafragmática e exercícios que estabilizam a pelve. A paciência e a progressão gradual são fundamentais, sempre sob orientação de um fisioterapeuta pélvico, que pode avaliar a diástase e traçar um plano personalizado.
Que exercícios fazer depois de uma cesariana?
Após uma cesariana, o foco inicial é na cicatrização e no restabelecimento da mobilidade. Nos primeiros dias, caminhadas leves e movimentos suaves são importantes para prevenir tromboses e promover a circulação. Exercícios do pavimento pélvico (Kegels) também podem ser iniciados, desde que não causem dor. Exercícios para o core mais intensos e abdominais devem esperar pela aprovação médica, geralmente após 8 a 10 semanas, para garantir a cicatrização da incisão.
Como fortalecer o pavimento pélvico?
O fortalecimento do pavimento pélvico é essencial e é feito principalmente através dos exercícios de Kegel. Estes consistem em contrair e relaxar os músculos do pavimento pélvico, como se estivesse a tentar segurar a urina ou um gás. Devem ser feitos regularmente, várias vezes ao dia, com contrações sustentadas e completas. A orientação de um fisioterapeuta pélvico pode ser muito útil para aprender a isolar corretamente estes músculos e garantir a eficácia dos exercícios.
O que é a diástase abdominal e como a identifico?
A diástase abdominal é a separação dos músculos retos do abdómen, que se esticam e afastam durante a gravidez. Pode ser identificada deitando-se de costas, com os joelhos fletidos e os pés no chão. Levante ligeiramente a cabeça e os ombros (como num crunch) e, com os dedos, sinta o espaço entre os músculos retos do abdómen, acima e abaixo do umbigo. Se conseguir inserir um ou mais dedos nesse espaço, pode ter diástase. Uma avaliação profissional é recomendada para a confirmação e plano de tratamento.
Quando posso voltar a correr depois do parto?
O retorno à corrida deve ser muito gradual e apenas após a completa recuperação do pavimento pélvico e do core terem sido avaliadas por um especialista. Geralmente, não é aconselhável antes dos 3-6 meses pós-parto, mesmo para quem já corria antes. O corpo precisa de tempo para ter força suficiente para suportar o impacto da corrida sem sobrecarregar o pavimento pélvico ou a parede abdominal.
Fontes e Referências
Este artigo será atualizado com referências a estudos e fontes médicas fidedignas.
