Thyrolin análise: ajuda mesmo a tiroide?
Thyrolin análise: ajuda mesmo a tiroide? Categoria: Saúde Geral > Tiroide Meta descrição: Thyrolin é um suplemento para a tiroide com iodo, selénio e zinco. Ingredientes, evidência, contraindicações e veredito honesto.
O Thyrolin é um suplemento dirigido ao apoio da função tiroideia, com fórmula multi-ingrediente que combina iodo, selénio, zinco, vitaminas do complexo B e extratos vegetais. Esta análise independente examina o que a fórmula realmente entrega, a evidência por trás de cada ingrediente, e em que cenários — e em que pessoas — faz ou não sentido considerá-lo.
Para enquadramento mais amplo, leia primeiro o nosso guia da saúde da tiroide.
O que é o Thyrolin
Comercializado pela NutriProfits, o Thyrolin apresenta-se em frascos de 60 cápsulas (30 dias de uso, 2 cápsulas/dia). É posicionado como apoio para pessoas com cansaço persistente, dificuldades de concentração, sensibilidade ao frio ou flutuações de peso — sintomas frequentes em hipotiroidismo subclínico.
Importante: o Thyrolin não é medicamento. Não substitui levotiroxina em casos diagnosticados de hipotiroidismo nem qualquer tratamento prescrito. Funciona como suporte nutricional quando há défice de micronutrientes ou hipotiroidismo subclínico ligeiro.
Como funciona — ingrediente a ingrediente
Iodo (200 µg)
Elemento estrutural insubstituível das hormonas tiroideias. A dose de 200 µg cobre o VRN para adultos não gestantes. Em populações com aporte adequado via sal iodado, este aporte é seguro; em défice subclínico, é a chave do funcionamento. O iodo é essencial para a síntese das hormonas tiroideias T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina). A glândula tiroide capta o iodo da corrente sanguínea e utiliza-o para produzir estas hormonas. A deficiência de iodo é a causa mais comum de disfunção tiroideia a nível mundial. Em Portugal, a iodização do sal ajudou a mitigar a deficiência generalizada, mas casos pontuais ainda podem ocorrer, especialmente em dietas restritivas ou em regiões específicas.
Atenção: doses muito superiores a 600 µg/dia podem agravar tiroidite autoimune, como a de Hashimoto, ou induzir disfunção tiroideia em indivíduos suscetíveis. A recomendação da Organização Mundial de Saúde para a ingestão diária de iodo para adultos é de 150 µg, sendo a dose de 200 µg do Thyrolin ligeiramente superior, mas dentro dos limites considerados seguros para a maioria da população sem condições pré-existentes.
Selénio (55 µg)
Cofator essencial das desiodases (enzimas que convertem T4 em T3 ativa). A dose do Thyrolin é fisiológica e segura; estudos de longo prazo com 200 µg/dia mostraram redução de anticorpos anti-TPO em Hashimoto, mas o Thyrolin opta por dose mais conservadora. O selénio é um micronutriente crucial para a função tiroideia, atuando como um poderoso antioxidante e participando na proteção da glândula contra o stress oxidativo. As selénio-proteínas, como as glutationa peroxidases, são vitais para a saúde celular da tiroide. A conversão de T4 (forma inativa) para T3 (forma ativa) é um processo dependente de selénio. Um défice pode comprometer esta conversão, levando a sintomas de hipotiroidismo mesmo com níveis normais de T4.
Zinco (5 mg)
Cofator da síntese hormonal e da ação periférica das hormonas tiroideias. Dose conservadora — útil em défice ligeiro, mas pode ser insuficiente em défice marcado. O zinco é um mineral essencial que desempenha um papel multifacetado na saúde da tiroide. É um componente de enzimas envolvidas na síntese de hormonas tiroideias e na sua metabolização. Adicionalmente, o zinco é importante para a função do recetor de hormonas tiroideias, assegurando que as hormonas consigam exercer os seus efeitos nos tecidos-alvo. A deficiência de zinco pode levar a níveis mais baixos de T3 e a uma resposta comprometida das células às hormonas tiroideias. A dose no Thyrolin, embora útil para manutenção, pode necessitar de ser complementada em casos de deficiência clinicamente comprovada.
L-tirosina (200 mg)
Aminoácido precursor das hormonas tiroideias. Útil em quadros de cansaço com aporte proteico marginal. Em alimentação proteica adequada (>1 g/kg/dia), o efeito adicional é discreto. A L-tirosina é um aminoácido não essencial que serve como o bloco de construção fundamental para a síntese de tiroxina (T4) e triiodotironina (T3). Na presença de iodo, a tirosina é iodada para formar estas hormonas. Embora o corpo possa sintetizar tirosina a partir da fenilalanina, a suplementação pode ser benéfica em situações de stress metabólico ou dietas com baixo teor proteico, onde os recursos para a síntese hormonal podem ser limitados. Contudo, em indivíduos com uma dieta equilibrada e aporte proteico adequado, a necessidade de suplementação de tirosina pode ser menor.
Extracto de Bladderwrack (Fucus vesiculosus)
Alga marinha rica em iodo natural — fonte adicional. Em pessoas com tiroidite autoimune, o conteúdo variável de iodo das algas merece cautela. O Bladderwrack é uma alga marinha rica em iodo e outros minerais. Tradicionalmente tem sido usada como auxiliar no tratamento de hipotiroidismo e obesidade devido ao seu alto teor de iodo, que pode estimular a produção de hormonas tiroideias. No entanto, o teor de iodo nas algas pode variar significativamente, tornando difícil controlar a dose exata. Para pessoas com doenças tiroideias autoimunes, um aporte excessivo ou flutuante de iodo pode exacerbar a inflamação e a disfunção da glândula. A inclusão desta alga no Thyrolin contribui para a dose total de iodo, sendo um fator a considerar para indivíduos sensíveis.
Ashwagandha (Withania somnifera)
Adaptógeno indiano com vários estudos pequenos a sugerir aumento de T3 e T4 em hipotiroidismo subclínico. A dose do Thyrolin é modesta face às doses dos ensaios clínicos (300–600 mg). A Ashwagandha é uma erva adaptogénica, o que significa que ajuda o corpo a adaptar-se ao stress. Tem sido estudada pelos seus potenciais efeitos no sistema endócrino, incluindo a tiroide. Alguns estudos preliminares sugerem que a Ashwagandha pode ter um efeito benéfico em pacientes com hipotiroidismo subclínico, ajudando a normalizar os níveis de TSH e a melhorar os níveis de T3 e T4. A sua ação pode estar relacionada com a modulação do eixo hipotálamo-hipófise-suprarrenal (HHS), que está interligado com o eixo tiroideu. A dose no Thyrolin é de 100 mg, o que é inferior às doses tipicamente utilizadas em estudos para efeitos específicos na tiroide, sugerindo um papel mais de suporte geral e adaptogénico.
Cofactores adicionais
Vitamina B6, B12, ácido pantoténico, niacina e cobre completam a fórmula como suporte do metabolismo energético — sintomas como cansaço melhoram quando estes cofactores estão repostos.
- Vitaminas do complexo B (B6, B12, Niacina, Ácido Pantoténico): Estas vitaminas são cruciais para o metabolismo energético celular. A deficiência de vitaminas B, em particular B12, é frequentemente observada em indivíduos com disfunção tiroideia e pode contribuir para sintomas como fadiga, baixa energia e problemas de humor. Elas apoiam a função neurológica e a produção de energia, complementando a ação das hormonas tiroideias na regulação do metabolismo.
- Cobre: Embora necessário em pequenas quantidades, o cobre desempenha um papel na função tiroideia, participando em várias reações enzimáticas. No entanto, o seu equilíbrio é delicado, pois tanto a deficiência quanto o excesso podem afetar a tiroide. O cobre interage com o zinco, e é importante que estas doses estejam equilibradas.
Anatomia e Fisiologia da Glândula Tiroideia
Para compreender plenamente a importância dos micronutrientes no Thyrolin, é crucial entender a função da tiroide. A glândula tiroide, em forma de borboleta, localizada na base do pescoço, é uma glândula endócrina vital. Produz hormonas tiroideias, principalmente tiroxina (T4) e triiodotironina (T3), que regulam o metabolismo em quase todas as células do corpo. Estas hormonas influenciam a taxa metabólica basal, a temperatura corporal, o desenvolvimento cerebral, o crescimento e a função cardíaca, digestiva e muscular. A sua produção é regulada pela hormona estimuladora da tiroide (TSH), libertada pela hipófise, que por sua vez é controlada pelo hipotálamo, num complexo mecanismo de feedback. Qualquer desregulação neste eixo pode levar a problemas de saúde significativos.
Tipos de Disfunção Tiroideia
Hipotiroidismo
Ocorre quando a glândula tiroide não produz hormonas tiroideias suficientes. Os sintomas incluem fadiga, aumento de peso, sensibilidade ao frio, pele seca, obstipação, depressão, bradicardia e diminuição da concentração. Pode ser primário (problema na tiroide), secundário (problema na hipófise) ou terciário (problema no hipotálamo). A causa mais comum é a tiroidite de Hashimoto, uma doença autoimune.
Hipertiroidismo
Resulta da produção excessiva de hormonas tiroideias. Os sintomas incluem perda de peso inexplicável, nervosismo, ansiedade, tremores, taquicardia, sensibilidade ao calor, transpiração excessiva e insónia. A doença de Graves é a causa autoimune mais comum.
Hipotiroidismo Subclínico
Caracterizado por um nível de TSH ligeiramente elevado (geralmente entre 4,5 e 10 mU/L) com níveis normais de T4 livre. Muitos indivíduos são assintomáticos, mas outros podem apresentar sintomas leves de hipotiroidismo. É neste cenário que suplementos como o Thyrolin são frequentemente considerados, com o objetivo de otimizar a função da glândula e melhorar os sintomas antes que a condição se agrave.
Sintomas a Vigiar
É fundamental estar atento a um conjunto de sintomas que podem indicar uma disfunção tiroideia:
- Fadiga persistente e inexplicável: um dos sinais mais comuns, mesmo após descanso adequado.
- Alterações de peso: aumento de peso inexplicável (hipotiroidismo) ou perda de peso (hipertiroidismo).
- Alterações de humor: depressão, irritabilidade, ansiedade.
- Sensibilidade à temperatura: sentir frio constantemente (hipotiroidismo) ou calor excessivo (hipertiroidismo).
- Problemas de pele, cabelo e unhas: pele seca, cabelo ralo, unhas quebradiças (hipotiroidismo).
- Dificuldade de concentração e problemas de memória.
- Dor muscular e articular.
- Alterações no ciclo menstrual.
- Obstipação (hipotiroidismo) ou diarreia (hipertiroidismo).
Se experienciar vários destes sintomas, deve procurar aconselhamento médico para um diagnóstico adequado.
Diagnóstico
O diagnóstico de disfunção tiroideia baseia-se em:
- História clínica e exame físico: o médico avaliará os sintomas, histórico familiar e realizará um exame físico, incluindo a palpação da tiroide.
- Análises sanguíneas:
- TSH (Hormona Estimuladora da Tiroide): É o teste de triagem mais sensível. Níveis elevados indicam hipotiroidismo; níveis baixos indicam hipertiroidismo.
- T4 livre e T3 livre: Medem os níveis das hormonas tiroideias ativas no sangue.
- Anticorpos anti-TPO e anti-Tiroglobulina: Indicadores de doenças autoimunes da tiroide, como Hashimoto.
- Outros exames (se necessário):
- Ecografia da tiroide: Para avaliar o tamanho, forma e presença de nódulos.
- Cintilografia da tiroide: Para avaliar a função e a captação de iodo pela glândula, especialmente em casos de nódulos ou hipertiroidismo.
Evidência científica: o que esperar
A fórmula do Thyrolin é coerente com a literatura sobre suporte nutricional da tiroide:
- Iodo + selénio + zinco em doses fisiológicas → suporte da síntese e activação hormonal
- Tirosina → matéria-prima
- Adaptógenos → modulação do eixo HPA frequentemente desregulado
Não esperar: o Thyrolin reverter um hipotiroidismo clínico estabelecido, normalizar TSH muito elevada, ou substituir levotiroxina. Os ensaios clínicos com este tipo de formulações multi-ingrediente são limitados; a evidência é mais forte para os componentes individuais do que para a fórmula combinada. É importante salientar que, embora os componentes individuais do Thyrolin tenham evidência científica para o seu papel na função tiroideia, a combinação exata e as suas interações específicas na dose presente no suplemento não foram testadas em ensaios clínicos robustos. A eficácia percebida baseia-se na sinergia esperada dos micronutrientes e adaptógenos.
Composição
| Por 2 cápsulas | Quantidade | % VRN |
| Iodo | 200 µg | 133% |
| Selénio | 55 µg | 100% |
| Zinco | 5 mg | 50% |
| Cobre | 1 mg | 100% |
| L-tirosina | 200 mg | — |
| Extracto de Bladderwrack | 100 mg | — |
| Ashwagandha | 100 mg | — |
| Vitamina B6 | 1,4 mg | 100% |
| Vitamina B12 | 2,5 µg | 100% |
| Niacina | 16 mg | 100% |
Quem deve evitar Thyrolin
❌ Não tomar se:
- Tem hipertiroidismo, doença de Graves ou nódulos autónomos. O aporte adicional de iodo pode exacerbar o hipertiroidismo.
- Tem Hashimoto sem confirmar com endocrinologista que o aporte de iodo adicional é adequado. Em alguns casos de Hashimoto, o iodo pode agravar a resposta autoimune.
- Toma levotiroxina sem deixar 4 horas de intervalo (a cápsula tem minerais que interferem com a absorção).
- Está grávida ou a amamentar (consultar médico — a necessidade de iodo é específica e a suplementação deve ser monitorizada).
- Tem alergia a iodo, peixe ou marisco (devido à presença de alga marinha).
- Tem alergia conhecida a Solanaceae (ashwagandha) ou a qualquer outro componente da fórmula.
- Sofre de doenças renais graves, pois o metabolismo de alguns minerais pode estar comprometido.
- Está sob medicação para a tiroide ou outras condições médicas sem aprovação do seu médico assistente.
Prós e contras
Prós
- Fórmula racional com os principais cofactores tiroideus: oferece um conjunto abrangente de nutrientes essenciais para a função da tiroide.
- Doses seguras e dentro dos limites recomendados para a maioria dos adultos saudáveis.
- Boa opção de "primeira linha" em hipotiroidismo subclínico ligeiro, como suporte nutricional.
- Inclui cofactores energéticos (vitaminas B) que ajudam na sintomatologia geral de fadiga e cansaço.
- Facilidade de uso com uma formulação combinada, evitando a necessidade de tomar múltiplos suplementos.
Contras
- Doses de selénio e zinco conservadoras (ideal seria 100–200 µg de selénio para Hashimoto e doses mais elevadas de zinco em deficiências comprovadas).
- Não é alternativa a tratamento médico para hipotiroidismo clínico e não deve substituir a levotiroxina.
- Contém iodo de duas fontes (mineral + alga) — pode ser um risco em utilização sem supervisão em autoimunidade, devido à variabilidade do iodo das algas.
- Sem estudo clínico publicado da formulação combinada, o que significa que a sua eficácia sinérgica não foi formalmente comprovada.
- Pode interagir com medicamentos, exigindo cautela e aconselhamento médico.
Quando faz sentido usar
✅ Hipotiroidismo subclínico ligeiro confirmado por análises (TSH 4,5–10 mU/L com T4 normal) e aprovado pelo médico. Nestes casos, o Thyrolin pode ajudar a otimizar a função da tiroide e aliviar sintomas. ✅ Mulheres em idade fértil com aporte de iodo demonstradamente baixo, especialmente se a ingestão dietética for insuficiente e não houver contraindicações. ✅ Cansaço crónico com perfil de tiroide normal mas sintomas compatíveis, onde o suporte nutricional pode melhorar a energia e o bem-estar geral. ✅ Quem não quer empilhar 4–5 frascos diferentes de suplementos, procurando uma solução mais conveniente. ✅ Indivíduos com dietas restritivas que possam levar a défices de micronutrientes essenciais para a tiroide (ex: dietas vegetarianas/veganas mal planeadas). ✅ Como complemento em programas de gestão de peso, se a disfunção tiroideia (mesmo que subclínica) for uma componente do metabolismo lento.
Prevenção no dia a dia
Manter uma tiroide saudável envolve mais do que apenas suplementos. Um estilo de vida equilibrado é crucial:
- Dieta equilibrada: Rica em frutas, vegetais, proteínas magras e gorduras saudáveis. Inclua alimentos ricos em iodo (peixe, marisco, laticínios, sal iodado), selénio (castanha-do-pará, sementes de girassol, peixe, carne) e zinco (carne vermelha, feijão, nozes).
- Evitar alimentos processados: Podem conter disruptores endócrinos e inflamatórios.
- **Gestão do stress:** O stress crónico pode afetar o eixo HHS, que por sua vez influencia a tiroide. Práticas como meditação, yoga e exercícios de respiração podem ser benéficas.
- Exercício físico regular: Ajuda a manter um peso saudável, melhora o humor e aumenta os níveis de energia.
- Sono de qualidade: A privação de sono pode desregular as hormonas e aumentar o stress oxidativo.
- Evitar toxinas ambientais: Alguns pesticidas, plásticos (BPA) e metais pesados podem interferir na função tiroideia.
- Não fumar: O tabagismo é um fator de risco para doenças da tiroide, incluindo a doença de Graves.
Tratamento (Contexto Geral)
O tratamento da disfunção tiroideia varia de acordo com o diagnóstico:
Hipotiroidismo (Clínico)
- Levotiroxina: A hormona tiroideia sintética T4 é o tratamento padrão. A dose é ajustada para normalizar os níveis de TSH.
- Monitorização regular: Exames de sangue periódicos para ajustar a dose da medicação.
Hipertiroidismo
- Medicamentos antitiróideos: Como o metimazol ou propiltiouracilo, para reduzir a produção de hormonas tiroideias.
- Iodo radioativo: Destrói as células da tiroide hiperativas.
- Cirurgia (tiroidectomia): Remoção cirúrgica de parte ou da totalidade da glândula tiroide.
- Beta-bloqueadores: Para aliviar sintomas como palpitações e tremores.
Hipotiroidismo Subclínico
- A abordagem varia. Alguns médicos optam por "esperar e observar" se o TSH está apenas ligeiramente elevado e o paciente é assintomático.
- Em outros casos, especialmente com sintomas ou níveis de TSH mais altos, pode ser considerada uma baixa dose de levotiroxina ou, como alternativa de suporte, suplementos nutricionais como o Thyrolin, sempre com acompanhamento médico.
Quando consultar o médico
É imperativo consultar um médico ou endocrinologista nas seguintes situações:
- Se suspeitar de qualquer disfunção tiroideia com base nos sintomas mencionados.
- Se tiver um histórico familiar de doenças da tiroide.
- Se estiver a tomar Thyrolin e os seus sintomas não melhorarem após algumas semanas ou meses.
- Se estiver grávida ou a amamentar e considerar qualquer suplementação.
- Se já foi diagnosticado com uma doença da tiroide e está a considerar suplementos em adição ao seu tratamento prescrito.
- Antes de iniciar qualquer suplemento se tiver condições médicas preexistentes ou estiver a tomar outros medicamentos.
Alternativas
- Selénio Solgar 200 µg + Iodo Solgar 150 µg (farmácia) — doses mais alinhadas com evidência específica, permitindo uma maior flexibilidade e personalização das doses de cada micronutriente.
- Ashwagandha KSM-66 (Now Foods) isolada — mais flexibilidade de dose e permite atingir as doses terapêuticas utilizadas em estudos.
- Acompanhamento médico + levotiroxina se TSH >10 mU/L, ou em casos de hipotiroidismo clínico, pois a medicação é o tratamento de eleição.
- Outros suplementos específicos: zinco picolinato, complexos vitamínicos B de alta potência, tirosina isolada.
Mitos e Factos
Mito: Perder peso é fácil com problemas de tiroide.
Facto: Embora o hipotiroidismo possa causar ganho de peso e dificultar a perda, a disfunção tiroideia não é a única causa. A gestão do peso requer uma abordagem multifacetada que inclui dieta, exercício e, se necessário, medicação. O hipertiroidismo, por outro lado, pode levar à perda de peso, mas de forma pouco saudável.
Mito: O iodo é sempre bom para a tiroide.
Facto: O iodo é essencial, mas o excesso pode ser prejudicial, especialmente para quem tem tiroidite autoimune. O equilíbrio é crucial.
Mito: A tiroide só afeta o metabolismo.
Facto: A tiroide afeta quase todos os sistemas do corpo, incluindo o humor, energia, saúde cardíaca, pele, cabelo e ciclo menstrual.
Mito: Posso diagnosticar e tratar a minha tiroide sozinho com suplementos.
Facto: A disfunção tiroideia requer um diagnóstico médico preciso e um plano de tratamento supervisionado por um profissional de saúde. Suplementos podem apoiar, mas não substituem o tratamento médico.
Mito: Se tiver fadiga, é certamente da tiroide.
Facto: A fadiga é um sintoma inespecífico que pode ter muitas causas, desde falta de sono, stress, deficiências nutricionais (ex: ferro, vitamina D), outras doenças crónicas, ou mesmo sedentarismo. É importante uma investigação médica completa.
Perguntas frequentes
Posso tomar Thyrolin com levotiroxina?
Possivelmente, mas com 4 horas de intervalo (os minerais interferem com a absorção da levotiroxina) e só com aprovação do endocrinologista. Em Hashimoto, o iodo adicional pode não ser apropriado.
Quanto tempo até notar diferenças?
Os efeitos no metabolismo basal são lentos. Espere 8–12 semanas para reavaliar sintomas como energia, peso e regulação térmica. Análises tiroideias de controlo após 3–6 meses. A consistência na toma e a adoção de um estilo de vida saudável são essenciais para otimizar os resultados.
Posso tomar se sou vegetariano?
Cápsulas são vegetais. Bladderwrack é alga (não animal). Verifique sempre a versão atual no rótulo, pois as formulações podem ocasionalmente mudar. É sempre boa prática para veganos/vegetarianos verificar a compatibilidade de todos os ingredientes.
Faz mal à tiroide tomar iodo "a mais"?
Acima de 600 µg/dia continuamente pode precipitar disfunção em pessoas suscetíveis, especialmente com predisposição a doenças autoimunes da tiroide. O Thyrolin (200 µg) está bem dentro da margem de segurança para a maioria dos adultos, mas a combinação com outras fontes de iodo na dieta deve ser considerada.
O Thyrolin ajuda a perder peso?
Indiretamente, se houver hipotiroidismo subclínico a contribuir para metabolismo lento e os sintomas de fadiga e baixa energia forem melhorados. Não é, em si, um produto de perda de peso e não deve ser usado como substituto de uma dieta equilibrada e exercício físico. Veja metabolismo lento para abordagem mais específica.
É seguro tomar Thyrolin a longo prazo?
Para a maioria dos adultos saudáveis, nas doses recomendadas e sem condições médicas preexistentes, a toma a longo prazo é geralmente considerada segura. Contudo, é aconselhável fazer pausas periódicas ou reavaliar a necessidade de suplementação com o seu médico, especialmente se os sintomas melhorarem ou se houver alterações no estado de saúde.
Thyrolin interage com outros medicamentos?
Sim, como qualquer suplemento que contenha minerais e extratos de plantas, o Thyrolin pode interagir com alguns medicamentos. Além da já mencionada levotiroxina, é importante ter cautela com anticoagulantes, medicamentos para a pressão arterial ou outros tratamentos hormonais. Consulte sempre o seu médico ou farmacêutico antes de iniciar a suplementação.
Fontes e referências
- Direção-Geral da Saúde. Norma 011/2013 — Aporte de iodo.
- Toulis, K.A., et al. (2010). Selenium supplementation in Hashimoto's thyroiditis: a meta-analysis. Thyroid.
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