Tiroide

Thyrolin análise: ajuda mesmo a tiroide?

Thyrolin é um suplemento para a tiroide com iodo, selénio e zinco. Ingredientes, evidência, contraindicações e veredito honesto.

Thyrolin análise: ajuda mesmo a tiroide? Categoria: Saúde Geral > Tiroide Meta descrição: Thyrolin é um suplemento para a tiroide com iodo, selénio e zinco. Ingredientes, evidência, contraindicações e veredito honesto.

O Thyrolin é um suplemento dirigido ao apoio da função tiroideia, com fórmula multi-ingrediente que combina iodo, selénio, zinco, vitaminas do complexo B e extratos vegetais. Esta análise independente examina o que a fórmula realmente entrega, a evidência por trás de cada ingrediente, e em que cenários — e em que pessoas — faz ou não sentido considerá-lo.

Para enquadramento mais amplo, leia primeiro o nosso guia da saúde da tiroide.

O que é o Thyrolin

Comercializado pela NutriProfits, o Thyrolin apresenta-se em frascos de 60 cápsulas (30 dias de uso, 2 cápsulas/dia). É posicionado como apoio para pessoas com cansaço persistente, dificuldades de concentração, sensibilidade ao frio ou flutuações de peso — sintomas frequentes em hipotiroidismo subclínico.

Importante: o Thyrolin não é medicamento. Não substitui levotiroxina em casos diagnosticados de hipotiroidismo nem qualquer tratamento prescrito. Funciona como suporte nutricional quando há défice de micronutrientes ou hipotiroidismo subclínico ligeiro.

Como funciona — ingrediente a ingrediente

Iodo (200 µg)

Elemento estrutural insubstituível das hormonas tiroideias. A dose de 200 µg cobre o VRN para adultos não gestantes. Em populações com aporte adequado via sal iodado, este aporte é seguro; em défice subclínico, é a chave do funcionamento. O iodo é essencial para a síntese das hormonas tiroideias T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina). A glândula tiroide capta o iodo da corrente sanguínea e utiliza-o para produzir estas hormonas. A deficiência de iodo é a causa mais comum de disfunção tiroideia a nível mundial. Em Portugal, a iodização do sal ajudou a mitigar a deficiência generalizada, mas casos pontuais ainda podem ocorrer, especialmente em dietas restritivas ou em regiões específicas.

Atenção: doses muito superiores a 600 µg/dia podem agravar tiroidite autoimune, como a de Hashimoto, ou induzir disfunção tiroideia em indivíduos suscetíveis. A recomendação da Organização Mundial de Saúde para a ingestão diária de iodo para adultos é de 150 µg, sendo a dose de 200 µg do Thyrolin ligeiramente superior, mas dentro dos limites considerados seguros para a maioria da população sem condições pré-existentes.

Selénio (55 µg)

Cofator essencial das desiodases (enzimas que convertem T4 em T3 ativa). A dose do Thyrolin é fisiológica e segura; estudos de longo prazo com 200 µg/dia mostraram redução de anticorpos anti-TPO em Hashimoto, mas o Thyrolin opta por dose mais conservadora. O selénio é um micronutriente crucial para a função tiroideia, atuando como um poderoso antioxidante e participando na proteção da glândula contra o stress oxidativo. As selénio-proteínas, como as glutationa peroxidases, são vitais para a saúde celular da tiroide. A conversão de T4 (forma inativa) para T3 (forma ativa) é um processo dependente de selénio. Um défice pode comprometer esta conversão, levando a sintomas de hipotiroidismo mesmo com níveis normais de T4.

Zinco (5 mg)

Cofator da síntese hormonal e da ação periférica das hormonas tiroideias. Dose conservadora — útil em défice ligeiro, mas pode ser insuficiente em défice marcado. O zinco é um mineral essencial que desempenha um papel multifacetado na saúde da tiroide. É um componente de enzimas envolvidas na síntese de hormonas tiroideias e na sua metabolização. Adicionalmente, o zinco é importante para a função do recetor de hormonas tiroideias, assegurando que as hormonas consigam exercer os seus efeitos nos tecidos-alvo. A deficiência de zinco pode levar a níveis mais baixos de T3 e a uma resposta comprometida das células às hormonas tiroideias. A dose no Thyrolin, embora útil para manutenção, pode necessitar de ser complementada em casos de deficiência clinicamente comprovada.

L-tirosina (200 mg)

Aminoácido precursor das hormonas tiroideias. Útil em quadros de cansaço com aporte proteico marginal. Em alimentação proteica adequada (>1 g/kg/dia), o efeito adicional é discreto. A L-tirosina é um aminoácido não essencial que serve como o bloco de construção fundamental para a síntese de tiroxina (T4) e triiodotironina (T3). Na presença de iodo, a tirosina é iodada para formar estas hormonas. Embora o corpo possa sintetizar tirosina a partir da fenilalanina, a suplementação pode ser benéfica em situações de stress metabólico ou dietas com baixo teor proteico, onde os recursos para a síntese hormonal podem ser limitados. Contudo, em indivíduos com uma dieta equilibrada e aporte proteico adequado, a necessidade de suplementação de tirosina pode ser menor.

Extracto de Bladderwrack (Fucus vesiculosus)

Alga marinha rica em iodo natural — fonte adicional. Em pessoas com tiroidite autoimune, o conteúdo variável de iodo das algas merece cautela. O Bladderwrack é uma alga marinha rica em iodo e outros minerais. Tradicionalmente tem sido usada como auxiliar no tratamento de hipotiroidismo e obesidade devido ao seu alto teor de iodo, que pode estimular a produção de hormonas tiroideias. No entanto, o teor de iodo nas algas pode variar significativamente, tornando difícil controlar a dose exata. Para pessoas com doenças tiroideias autoimunes, um aporte excessivo ou flutuante de iodo pode exacerbar a inflamação e a disfunção da glândula. A inclusão desta alga no Thyrolin contribui para a dose total de iodo, sendo um fator a considerar para indivíduos sensíveis.

Ashwagandha (Withania somnifera)

Adaptógeno indiano com vários estudos pequenos a sugerir aumento de T3 e T4 em hipotiroidismo subclínico. A dose do Thyrolin é modesta face às doses dos ensaios clínicos (300–600 mg). A Ashwagandha é uma erva adaptogénica, o que significa que ajuda o corpo a adaptar-se ao stress. Tem sido estudada pelos seus potenciais efeitos no sistema endócrino, incluindo a tiroide. Alguns estudos preliminares sugerem que a Ashwagandha pode ter um efeito benéfico em pacientes com hipotiroidismo subclínico, ajudando a normalizar os níveis de TSH e a melhorar os níveis de T3 e T4. A sua ação pode estar relacionada com a modulação do eixo hipotálamo-hipófise-suprarrenal (HHS), que está interligado com o eixo tiroideu. A dose no Thyrolin é de 100 mg, o que é inferior às doses tipicamente utilizadas em estudos para efeitos específicos na tiroide, sugerindo um papel mais de suporte geral e adaptogénico.

Cofactores adicionais

Vitamina B6, B12, ácido pantoténico, niacina e cobre completam a fórmula como suporte do metabolismo energético — sintomas como cansaço melhoram quando estes cofactores estão repostos.

  • Vitaminas do complexo B (B6, B12, Niacina, Ácido Pantoténico): Estas vitaminas são cruciais para o metabolismo energético celular. A deficiência de vitaminas B, em particular B12, é frequentemente observada em indivíduos com disfunção tiroideia e pode contribuir para sintomas como fadiga, baixa energia e problemas de humor. Elas apoiam a função neurológica e a produção de energia, complementando a ação das hormonas tiroideias na regulação do metabolismo.
  • Cobre: Embora necessário em pequenas quantidades, o cobre desempenha um papel na função tiroideia, participando em várias reações enzimáticas. No entanto, o seu equilíbrio é delicado, pois tanto a deficiência quanto o excesso podem afetar a tiroide. O cobre interage com o zinco, e é importante que estas doses estejam equilibradas.

Anatomia e Fisiologia da Glândula Tiroideia

Para compreender plenamente a importância dos micronutrientes no Thyrolin, é crucial entender a função da tiroide. A glândula tiroide, em forma de borboleta, localizada na base do pescoço, é uma glândula endócrina vital. Produz hormonas tiroideias, principalmente tiroxina (T4) e triiodotironina (T3), que regulam o metabolismo em quase todas as células do corpo. Estas hormonas influenciam a taxa metabólica basal, a temperatura corporal, o desenvolvimento cerebral, o crescimento e a função cardíaca, digestiva e muscular. A sua produção é regulada pela hormona estimuladora da tiroide (TSH), libertada pela hipófise, que por sua vez é controlada pelo hipotálamo, num complexo mecanismo de feedback. Qualquer desregulação neste eixo pode levar a problemas de saúde significativos.

Tipos de Disfunção Tiroideia

Hipotiroidismo

Ocorre quando a glândula tiroide não produz hormonas tiroideias suficientes. Os sintomas incluem fadiga, aumento de peso, sensibilidade ao frio, pele seca, obstipação, depressão, bradicardia e diminuição da concentração. Pode ser primário (problema na tiroide), secundário (problema na hipófise) ou terciário (problema no hipotálamo). A causa mais comum é a tiroidite de Hashimoto, uma doença autoimune.

Hipertiroidismo

Resulta da produção excessiva de hormonas tiroideias. Os sintomas incluem perda de peso inexplicável, nervosismo, ansiedade, tremores, taquicardia, sensibilidade ao calor, transpiração excessiva e insónia. A doença de Graves é a causa autoimune mais comum.

Hipotiroidismo Subclínico

Caracterizado por um nível de TSH ligeiramente elevado (geralmente entre 4,5 e 10 mU/L) com níveis normais de T4 livre. Muitos indivíduos são assintomáticos, mas outros podem apresentar sintomas leves de hipotiroidismo. É neste cenário que suplementos como o Thyrolin são frequentemente considerados, com o objetivo de otimizar a função da glândula e melhorar os sintomas antes que a condição se agrave.

Sintomas a Vigiar

É fundamental estar atento a um conjunto de sintomas que podem indicar uma disfunção tiroideia:

  • Fadiga persistente e inexplicável: um dos sinais mais comuns, mesmo após descanso adequado.
  • Alterações de peso: aumento de peso inexplicável (hipotiroidismo) ou perda de peso (hipertiroidismo).
  • Alterações de humor: depressão, irritabilidade, ansiedade.
  • Sensibilidade à temperatura: sentir frio constantemente (hipotiroidismo) ou calor excessivo (hipertiroidismo).
  • Problemas de pele, cabelo e unhas: pele seca, cabelo ralo, unhas quebradiças (hipotiroidismo).
  • Dificuldade de concentração e problemas de memória.
  • Dor muscular e articular.
  • Alterações no ciclo menstrual.
  • Obstipação (hipotiroidismo) ou diarreia (hipertiroidismo).

Se experienciar vários destes sintomas, deve procurar aconselhamento médico para um diagnóstico adequado.

Diagnóstico

O diagnóstico de disfunção tiroideia baseia-se em:

  1. História clínica e exame físico: o médico avaliará os sintomas, histórico familiar e realizará um exame físico, incluindo a palpação da tiroide.
  2. Análises sanguíneas:
  • TSH (Hormona Estimuladora da Tiroide): É o teste de triagem mais sensível. Níveis elevados indicam hipotiroidismo; níveis baixos indicam hipertiroidismo.
  • T4 livre e T3 livre: Medem os níveis das hormonas tiroideias ativas no sangue.
  • Anticorpos anti-TPO e anti-Tiroglobulina: Indicadores de doenças autoimunes da tiroide, como Hashimoto.
  1. Outros exames (se necessário):
  • Ecografia da tiroide: Para avaliar o tamanho, forma e presença de nódulos.
  • Cintilografia da tiroide: Para avaliar a função e a captação de iodo pela glândula, especialmente em casos de nódulos ou hipertiroidismo.

Evidência científica: o que esperar

A fórmula do Thyrolin é coerente com a literatura sobre suporte nutricional da tiroide:

  • Iodo + selénio + zinco em doses fisiológicas → suporte da síntese e activação hormonal
  • Tirosina → matéria-prima
  • Adaptógenos → modulação do eixo HPA frequentemente desregulado

Não esperar: o Thyrolin reverter um hipotiroidismo clínico estabelecido, normalizar TSH muito elevada, ou substituir levotiroxina. Os ensaios clínicos com este tipo de formulações multi-ingrediente são limitados; a evidência é mais forte para os componentes individuais do que para a fórmula combinada. É importante salientar que, embora os componentes individuais do Thyrolin tenham evidência científica para o seu papel na função tiroideia, a combinação exata e as suas interações específicas na dose presente no suplemento não foram testadas em ensaios clínicos robustos. A eficácia percebida baseia-se na sinergia esperada dos micronutrientes e adaptógenos.

Composição

Por 2 cápsulasQuantidade% VRN
Iodo200 µg133%
Selénio55 µg100%
Zinco5 mg50%
Cobre1 mg100%
L-tirosina200 mg
Extracto de Bladderwrack100 mg
Ashwagandha100 mg
Vitamina B61,4 mg100%
Vitamina B122,5 µg100%
Niacina16 mg100%

Quem deve evitar Thyrolin

Não tomar se:

  • Tem hipertiroidismo, doença de Graves ou nódulos autónomos. O aporte adicional de iodo pode exacerbar o hipertiroidismo.
  • Tem Hashimoto sem confirmar com endocrinologista que o aporte de iodo adicional é adequado. Em alguns casos de Hashimoto, o iodo pode agravar a resposta autoimune.
  • Toma levotiroxina sem deixar 4 horas de intervalo (a cápsula tem minerais que interferem com a absorção).
  • Está grávida ou a amamentar (consultar médico — a necessidade de iodo é específica e a suplementação deve ser monitorizada).
  • Tem alergia a iodo, peixe ou marisco (devido à presença de alga marinha).
  • Tem alergia conhecida a Solanaceae (ashwagandha) ou a qualquer outro componente da fórmula.
  • Sofre de doenças renais graves, pois o metabolismo de alguns minerais pode estar comprometido.
  • Está sob medicação para a tiroide ou outras condições médicas sem aprovação do seu médico assistente.

Prós e contras

Prós

  • Fórmula racional com os principais cofactores tiroideus: oferece um conjunto abrangente de nutrientes essenciais para a função da tiroide.
  • Doses seguras e dentro dos limites recomendados para a maioria dos adultos saudáveis.
  • Boa opção de "primeira linha" em hipotiroidismo subclínico ligeiro, como suporte nutricional.
  • Inclui cofactores energéticos (vitaminas B) que ajudam na sintomatologia geral de fadiga e cansaço.
  • Facilidade de uso com uma formulação combinada, evitando a necessidade de tomar múltiplos suplementos.

Contras

  • Doses de selénio e zinco conservadoras (ideal seria 100–200 µg de selénio para Hashimoto e doses mais elevadas de zinco em deficiências comprovadas).
  • Não é alternativa a tratamento médico para hipotiroidismo clínico e não deve substituir a levotiroxina.
  • Contém iodo de duas fontes (mineral + alga) — pode ser um risco em utilização sem supervisão em autoimunidade, devido à variabilidade do iodo das algas.
  • Sem estudo clínico publicado da formulação combinada, o que significa que a sua eficácia sinérgica não foi formalmente comprovada.
  • Pode interagir com medicamentos, exigindo cautela e aconselhamento médico.

Quando faz sentido usar

✅ Hipotiroidismo subclínico ligeiro confirmado por análises (TSH 4,5–10 mU/L com T4 normal) e aprovado pelo médico. Nestes casos, o Thyrolin pode ajudar a otimizar a função da tiroide e aliviar sintomas. ✅ Mulheres em idade fértil com aporte de iodo demonstradamente baixo, especialmente se a ingestão dietética for insuficiente e não houver contraindicações. ✅ Cansaço crónico com perfil de tiroide normal mas sintomas compatíveis, onde o suporte nutricional pode melhorar a energia e o bem-estar geral. ✅ Quem não quer empilhar 4–5 frascos diferentes de suplementos, procurando uma solução mais conveniente. ✅ Indivíduos com dietas restritivas que possam levar a défices de micronutrientes essenciais para a tiroide (ex: dietas vegetarianas/veganas mal planeadas). ✅ Como complemento em programas de gestão de peso, se a disfunção tiroideia (mesmo que subclínica) for uma componente do metabolismo lento.

Prevenção no dia a dia

Manter uma tiroide saudável envolve mais do que apenas suplementos. Um estilo de vida equilibrado é crucial:

  1. Dieta equilibrada: Rica em frutas, vegetais, proteínas magras e gorduras saudáveis. Inclua alimentos ricos em iodo (peixe, marisco, laticínios, sal iodado), selénio (castanha-do-pará, sementes de girassol, peixe, carne) e zinco (carne vermelha, feijão, nozes).
  2. Evitar alimentos processados: Podem conter disruptores endócrinos e inflamatórios.
  3. **Gestão do stress:** O stress crónico pode afetar o eixo HHS, que por sua vez influencia a tiroide. Práticas como meditação, yoga e exercícios de respiração podem ser benéficas.
  4. Exercício físico regular: Ajuda a manter um peso saudável, melhora o humor e aumenta os níveis de energia.
  5. Sono de qualidade: A privação de sono pode desregular as hormonas e aumentar o stress oxidativo.
  6. Evitar toxinas ambientais: Alguns pesticidas, plásticos (BPA) e metais pesados podem interferir na função tiroideia.
  7. Não fumar: O tabagismo é um fator de risco para doenças da tiroide, incluindo a doença de Graves.

Tratamento (Contexto Geral)

O tratamento da disfunção tiroideia varia de acordo com o diagnóstico:

Hipotiroidismo (Clínico)

  • Levotiroxina: A hormona tiroideia sintética T4 é o tratamento padrão. A dose é ajustada para normalizar os níveis de TSH.
  • Monitorização regular: Exames de sangue periódicos para ajustar a dose da medicação.

Hipertiroidismo

  • Medicamentos antitiróideos: Como o metimazol ou propiltiouracilo, para reduzir a produção de hormonas tiroideias.
  • Iodo radioativo: Destrói as células da tiroide hiperativas.
  • Cirurgia (tiroidectomia): Remoção cirúrgica de parte ou da totalidade da glândula tiroide.
  • Beta-bloqueadores: Para aliviar sintomas como palpitações e tremores.

Hipotiroidismo Subclínico

  • A abordagem varia. Alguns médicos optam por "esperar e observar" se o TSH está apenas ligeiramente elevado e o paciente é assintomático.
  • Em outros casos, especialmente com sintomas ou níveis de TSH mais altos, pode ser considerada uma baixa dose de levotiroxina ou, como alternativa de suporte, suplementos nutricionais como o Thyrolin, sempre com acompanhamento médico.

Quando consultar o médico

É imperativo consultar um médico ou endocrinologista nas seguintes situações:

  • Se suspeitar de qualquer disfunção tiroideia com base nos sintomas mencionados.
  • Se tiver um histórico familiar de doenças da tiroide.
  • Se estiver a tomar Thyrolin e os seus sintomas não melhorarem após algumas semanas ou meses.
  • Se estiver grávida ou a amamentar e considerar qualquer suplementação.
  • Se já foi diagnosticado com uma doença da tiroide e está a considerar suplementos em adição ao seu tratamento prescrito.
  • Antes de iniciar qualquer suplemento se tiver condições médicas preexistentes ou estiver a tomar outros medicamentos.

Alternativas

  • Selénio Solgar 200 µg + Iodo Solgar 150 µg (farmácia) — doses mais alinhadas com evidência específica, permitindo uma maior flexibilidade e personalização das doses de cada micronutriente.
  • Ashwagandha KSM-66 (Now Foods) isolada — mais flexibilidade de dose e permite atingir as doses terapêuticas utilizadas em estudos.
  • Acompanhamento médico + levotiroxina se TSH >10 mU/L, ou em casos de hipotiroidismo clínico, pois a medicação é o tratamento de eleição.
  • Outros suplementos específicos: zinco picolinato, complexos vitamínicos B de alta potência, tirosina isolada.

Mitos e Factos

Mito: Perder peso é fácil com problemas de tiroide.

Facto: Embora o hipotiroidismo possa causar ganho de peso e dificultar a perda, a disfunção tiroideia não é a única causa. A gestão do peso requer uma abordagem multifacetada que inclui dieta, exercício e, se necessário, medicação. O hipertiroidismo, por outro lado, pode levar à perda de peso, mas de forma pouco saudável.

Mito: O iodo é sempre bom para a tiroide.

Facto: O iodo é essencial, mas o excesso pode ser prejudicial, especialmente para quem tem tiroidite autoimune. O equilíbrio é crucial.

Mito: A tiroide só afeta o metabolismo.

Facto: A tiroide afeta quase todos os sistemas do corpo, incluindo o humor, energia, saúde cardíaca, pele, cabelo e ciclo menstrual.

Mito: Posso diagnosticar e tratar a minha tiroide sozinho com suplementos.

Facto: A disfunção tiroideia requer um diagnóstico médico preciso e um plano de tratamento supervisionado por um profissional de saúde. Suplementos podem apoiar, mas não substituem o tratamento médico.

Mito: Se tiver fadiga, é certamente da tiroide.

Facto: A fadiga é um sintoma inespecífico que pode ter muitas causas, desde falta de sono, stress, deficiências nutricionais (ex: ferro, vitamina D), outras doenças crónicas, ou mesmo sedentarismo. É importante uma investigação médica completa.

Perguntas frequentes

Posso tomar Thyrolin com levotiroxina?

Possivelmente, mas com 4 horas de intervalo (os minerais interferem com a absorção da levotiroxina) e só com aprovação do endocrinologista. Em Hashimoto, o iodo adicional pode não ser apropriado.

Quanto tempo até notar diferenças?

Os efeitos no metabolismo basal são lentos. Espere 8–12 semanas para reavaliar sintomas como energia, peso e regulação térmica. Análises tiroideias de controlo após 3–6 meses. A consistência na toma e a adoção de um estilo de vida saudável são essenciais para otimizar os resultados.

Posso tomar se sou vegetariano?

Cápsulas são vegetais. Bladderwrack é alga (não animal). Verifique sempre a versão atual no rótulo, pois as formulações podem ocasionalmente mudar. É sempre boa prática para veganos/vegetarianos verificar a compatibilidade de todos os ingredientes.

Faz mal à tiroide tomar iodo "a mais"?

Acima de 600 µg/dia continuamente pode precipitar disfunção em pessoas suscetíveis, especialmente com predisposição a doenças autoimunes da tiroide. O Thyrolin (200 µg) está bem dentro da margem de segurança para a maioria dos adultos, mas a combinação com outras fontes de iodo na dieta deve ser considerada.

O Thyrolin ajuda a perder peso?

Indiretamente, se houver hipotiroidismo subclínico a contribuir para metabolismo lento e os sintomas de fadiga e baixa energia forem melhorados. Não é, em si, um produto de perda de peso e não deve ser usado como substituto de uma dieta equilibrada e exercício físico. Veja metabolismo lento para abordagem mais específica.

É seguro tomar Thyrolin a longo prazo?

Para a maioria dos adultos saudáveis, nas doses recomendadas e sem condições médicas preexistentes, a toma a longo prazo é geralmente considerada segura. Contudo, é aconselhável fazer pausas periódicas ou reavaliar a necessidade de suplementação com o seu médico, especialmente se os sintomas melhorarem ou se houver alterações no estado de saúde.

Thyrolin interage com outros medicamentos?

Sim, como qualquer suplemento que contenha minerais e extratos de plantas, o Thyrolin pode interagir com alguns medicamentos. Além da já mencionada levotiroxina, é importante ter cautela com anticoagulantes, medicamentos para a pressão arterial ou outros tratamentos hormonais. Consulte sempre o seu médico ou farmacêutico antes de iniciar a suplementação.

Fontes e referências

  1. Direção-Geral da Saúde. Norma 011/2013 — Aporte de iodo.
  2. Toulis, K.A., et al. (2010). Selenium supplementation in Hashimoto's thyroiditis: a meta-analysis. Thyroid.
  3. Sharma, A.K., et al. (2018). Efficacy and Safety of Ashwagandha Root Extract in Subclinical Hypothyroid Patients. Journal of Alternative and Complementary Medicine.
  4. EFSA. Tolerable Upper Intake Levels for vitamins and minerals.
  5. American Thyroid Association. Iodine supplementation guidelines.
  6. National Institutes of Health (NIH). Dietary Supplement Fact Sheets: Iodine, Selenium, Zinc.
  7. Chung, H. R. (2014). Iodine and thyroid function. Annals of pediatric endocrinology & metabolism, 19(1), 8–12.
  8. Ventura, M., et al. (2017). Selenium and Thyroid Disease: From Pathophysiology to Treatment. International Journal of Endocrinology.
  9. Rao, A. S., & Raman, V. (2017). Thyroid dysfunction in India: A community-based study. Journal of medical sciences, 3(1), 22.
  10. Duntas, L. H., & Benvenga, S. (2015). The effect of selenium in autoimmune thyroiditis. Endocrine, 48(3), 724–731.